18 de fevereiro de 2018

Sinopse


Vida de Katy Kordelious


         É uma simsérie criada por esta jogadora no jogo eletrônico de simulação de vida real chamado The Sims 4.

Sinopse

         O que fazer quando a razão e a emoção entram em conflito? Katy é uma garota tímida e se vê envolvida em um difícil dilema pessoal: a escolha entre o amor de um vampiro ou o amor de um caçador. A vida eterna de sedução, mistérios e muita adrenalina com o vampiro Harrison ou uma vida um pouco mais tranquila e apaixonante com o humano Enrico? O destino irá preparar algumas idas e vindas, mas somente um conseguirá tê-la pra si.

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15 de fevereiro de 2018

Capítulo 9: O resgate




Resumo do capítulo anterior: Os caçadores se reuniram para debater sobre o desaparecimento de sims. Felícia sugere que seu primo Enrico trabalhe com eles, mas o leva sem prévio aviso ao seu superior. Em um treinamento, Enrico e Felícia se deparam com Lavínia, uma vampira que está caçando com dois adolescentes recém-criados em Forgotten Hollow. A caçadora consegue capturar os adolescentes, mas Enrico é sequestrado por Lavínia que utiliza seus poderes para seduzi-lo.


Forgotten Hollow 





Felícia e Leon encontraram o local onde Enrico estava. A caçadora havia dado um pequenino rastreador para Enrico. Os caçadores além de utilizar seus celulares para localização, também implantavam um minúsculo GPS em um dente para caso eles perdessem o celular ou para que fossem encontrados. Assim que descobriram o paradeiro de Enrico, Leonel e Felícia enviam um sinal de alerta para Tom que mande imediatamente reforços.






Chegando lá, tiveram que enfrentar três vampiros que estavam de vigia no local. Os caçadores lançaram um sonífero à base de alho que faria com que os vampiros dormissem imediatamente sem precisar de luta corporal, o que podia gerar algum barulho que pudesse chamar a atenção dos arredores e seu plano de capturar a vampira e salvar Enrico iria água a baixo.
Lavínia leva alimento a Enrico que estava ainda enfeitiçado pelo seu encanto vampirico. Logo após ter feito sua refeição, Lavínia tenta beijar Enrico, mas os caçadores chegam bem na hora.




Felícia usa um produto a base de alho em Lavínia que dá um grito e faz uma cara feia. 




- Não é necessário me machucar! Eu não fiz nada a Enrico. Olhem por vocês mesmos, ele continua inteiro e lindo como ele é. - diz Lavínia enfurecida.




- Você é um monstro! Transformou dois adolescentes em vampiros e agora sequestra meu primo. Se você o transformou, eu juro que... – diz Felícia, mas é interrompida pela vampira.



- Eu os transformei com o consentimento dos mesmos e vocês que são os monstros! Levaram meus bebês e vieram aqui me atacando. Não o transformei ... ainda.

- E porque ele te olha apaixonadamente?

- Ora. Por que sou linda e quem não se apaixonaria?




- Desfaça essa feitiçaria agora! – exige Leonel.




- Vocês estão confundindo de sobrenatural aqui. Sou vampira e não bruxa. – responde Lavínia se fazendo de desentendida.


- Como caçadora, eu e meu colega vamos levá-la presa. O conselho irá julgar você com base da gravidade dos seus crimes. – diz Felícia.




         - Mas que droga. – responde Lavínia.

Lavínia não relutou, pois ainda estava sob o efeito do produto que Felícia havia lhe jogado, ela percebeu que estava errada e não tinha como lutar ou agir por hora. Por fim, ela remove o encanto lançado em Enrico.
Enrico acorda do transe e desesperado fala:




- O quê? O que aconteceu? Porque estou com outras roupas? Lembro-me que nós nos beijamos! Ah não. Eu trai a Rowena?!




- A culpa não é sua. Você estava hipnotizado. E não se preocupe, tudo que acontece no trabalho, permanece no trabalho. – Responde Leonel a Enrico.



         Ao saírem do local onde estavam, uma bela agente loira, chega ao local furiosa pelo ocorrido e diz:




- Muito bem, Hunter ou como é seu nome? Felícia Belaventura. 
         - Onde está seu distintivo? - Felícia, meio intimidada, entrega a mulher sem questionar. Ela sabia o suficiente sobre caçadores para conseguir identificar um superior quando via um. A mulher verificou o distintivo, que continha informações sobre Felícia.




- Pela sua idade, vejo o porquê foi tão irresponsável - diz a mulher com um tom seco e irritado. Maturidade não vem com anos de caçada, isso leva mais tempo, talvez séculos. 




Felícia não entendeu o que a agente quis dizer, porém não questionou, a loira tinha jeito de quem não levava desaforo pra casa.




- Eu deveria quebrar a sua licença e prendê-la. - continuou a mulher - Mas por consideração ao seu chefe, que conheço há anos, resolverei esse infortúnio sem envolvimentos burocráticos. - Diz a mulher, entregando o distintivo. Após ter pegado os adolescentes novatos, ela foi até o local para levar Lavínia. Neste momento, ela pega a vampira pelo braço, que range os dentes.




- Obrigada senhora - diz Felícia envergonhada. Ela odiava levar sermões, mas sabia que estava errada a respeito do que ocorreu.
         A mulher, que já estava de costas, se virou e disse:





- Agente Celina Anderson, mas pode me chamar de agente Anderson. A senhorita me deve um favor, voltarei para cobrar. 
Felícia não diz nada, e a mulher segue seu caminho. Algo dizia a Felícia que a agente não era alguém do tipo que blefa.

    Celina Anderson é uma personagem da maravilhosa história de “Crônicas de Avalon”, da incrível autora Dama do Lago




         Em algum lugar, ao anoitecer.







         Coralina acorda de seu sono profundo em seu caixão. Faz sua higiene pessoal e se apronta para caçar. Ela escuta a voz de um homem que a chama apressado-a:

         - Anda logo, Cora! Estou com sede.

         Ela desce as escadas em direção ao homem e responde:





    - Já estou pronta, papai.





     



Continua...


Agradecimentos:

Agradeço a Dama do Lago pela participação mais que especial de Celina Anderson em minha história.
Agradeço também a Victoria pela confecção da nova capa :D

31 de janeiro de 2018

Capítulo 8 - Caçadores

Capítulo 8: Caçadores





Oasis Springs


Enrico e Rowena estavam indo à parada de ônibus para irem ao trabalho. O carro de Enrico havia quebrado e Rowena havia passado a noite na casa dele.


6 de janeiro de 2018

Capítulo 7: Alunos e mestres


Casa de tia Clarisse



          — Eu não acredito no que vocês fizeram! Disseram aqui, nesta sala, na minha frente, que cuidariam de Katy e Keyla.  Mas não! O que fizeram? Deixaram elas sozinhas em uma boate desconhecida, que fica em uma cidade, que elas mal conhecem! – diz Clarisse furiosa com os filhos, pelo fato de terem ido embora e deixado as irmãs sozinhas na boate.

25 de dezembro de 2017

Índice do Blog







Olá, queridos amigos Simmers! Acompanhe minhas histórias abaixo!

Obrigada e boa leitura!

Aqui está o índice das histórias e outras produções.



ATENÇÃO: Clique nas imagens para acessar cada item :D






Clique na imagem a baixo para acessar a sinopse desta história  :)


Indicação Classificativa: 14

Capítulos
1ª Temporada
Capítulo 1

  Capítulo 2


 
Capítulo 3

  
     Capítulo 4 



Capítulo 5


2ª Temporada
Capítulo 6

  Capítulo 7

Capítulo 8

 Capítulo 9








Outros

Tutoriais (em breve)



Desafios (em breve)



                                 Feliz dia das crianças :D







Obrigada por acompanhar minha história e espero que se divirta bastante!





20 de dezembro de 2017

Capítulo 6: Vida Nova



Capítulo 6: Vida Nova




Vizinhança Embarcadouro dos Bigodes, em Brindleton Bay.
Sexta-feira; 20h.




Com a doença de Aguinaldo, a família Kordelious decidiu mudar-se de Willow Creek para BrindletonBay, com o intuito de poder viver em um lugar tranquilo e aconchegante, sem as preocupações de um ambiente movimentado, cheio de Sims, como era o de sua antiga cidade.Desde então, passaram-se sete anos e, agora, as gêmeas tinham atingido a maioridade: dezoito.




A academia Kordelious Fitness, localizada na cidade de Oasis Springs, era gerenciada pela irmã mais velha de Aguinaldo: Clarisse*. E, aproveitando que Brindleton Bay não possuía esse tipo de estabelecimento, Aguinaldo e Iolanda abriram uma filial e agora trabalhavam nela.

* Clarisse é irmã de Aguinaldo. Teve sua aparição no primeiro capítulo desta história e foi mencionada no Capítulo 5.




Essa academia era menor do que a principal, mas não deixava de ser ótima para os Sims que queriam manter a forma, lutar, dançar e praticar ioga. Aguinaldo trabalhava orientando os funcionários sobre o que deveriam fazer ou como agir diante de cada tipo de atividade disponível aos clientes que aparecessem no local. Ele tinha uma boa visão sobre a organização e o controle dos serviços que a empresa tinha disponível. Já Iolanda trabalhava na parte administrativa; ela controlava o registro dos clientes e recebia produtos (eles também vendiam seus próprios artigos esportivos e ela gerenciava o fluxo de caixa); quanto à Katy e Keyla, as duas ajudavam os pais no que podiam, pois elas ainda precisavam estudar: Katy estava em um curso de piano e canto; e Keyla preparava-se para se tornar uma cientista.







Sobre a aparência das irmãs, Keyla tinha se cansado delas sempre serem confundidas, já que eram gêmeas idênticas e usavam o mesmo penteado, fazendo com que as pessoas não conseguissem saber quem era quem.




Keyla decidiu tingir os cabelos de azul e alisá-los; e Katy agora tinha um cabelo cacheado e comprido.


   

As gêmeas estavam assistindo um filme na sala e comendo lanches. Aguinaldo estava no computador, trabalhando com assuntos referentes à academia, quando seu celular tocou. Era sua irmã Clarisse. Aguinaldo sorriu e atendeu: 



— Oi, Clarisse. Tudo bem?
— Alô. Oi, irmão! Tudo bem sim, e com vocês? Olha só: farei uma festa de despedida para meus filhos. Eles viajarão ao Terceiro Império para fazer um intercâmbio e imaginei que as meninas pudessem vir aqui passar uns dias conosco e aproveitar a festa. Faz anos que não as vejo e tenho saudades. Sei que você sempre anda ocupado e não quero saber de ver sua esposa insuportável. Mas minhas sobrinhas não têm culpa da mãe que têm.
— Não vejo nada de mais nisso. Falarei com Iolanda e...
— Poxa, Aguinaldo! Quando você vai parar de pedir permissão a ela? Acorda, criatura! Aguardo retorno e espero que elas venham! Beijos. — E desligou.



Aguinaldo ficou pensativo e contou às meninas sobre o ocorrido. Nisso, Iolanda chegou do trabalho com cara de poucos amigos. O marido tentou falar com ela, mas sua esposa ignorou a todos e foi direto tomar um banho. 




Os três se olharam e Katy falou:
— A mãe chegou brava hoje. Ela não vai aceitar essa ideia de nós irmos à casa da tia.
— Poxa! Nós temos dezoito anos! Quando ela vai parar de proibir as coisas? Não podemos ir à casa da nossa própria tia? —Keyla, irritada, perguntou ao pai.




— Vamos esperar ela sair do banho e, quando formos jantar, vamos falar com ela com calma. — Respondeu Aguinaldo, com um sorriso sem graça.





Passaram-se trinta minutos e agora todos estavam na sala de jantar. Aguinaldo então contou sobre a ligação da irmã e Iolanda não gostou nada do que ouviu.




—Só podem estar brincando! Clarisse está pensando o quê para convidar as minhas filhas?
—Mãe, ela é nossa tia! Nós queremos vê-la e aos nossos primos. Poder nos despedir deles. —Keyla falou à mãe.
— De jeito nenhum!




— Mãe, por favor! Nós ligamos para a senhora todos os dias para dar notícias. — Diz Katy, com um olhar bondoso.




 — Querida, ela é minha irmã. Eu levo as meninas de carro amanhã de manhã e, assim, você poderá ficar tranquila e sozinha por uns dias. Será bom! Não precisará se preocupar com elas e poderá ir ao SPA que tanto gosta.




Com isso, Iolanda pensou: “Bom, se elas vão me ligar todos os dias, o Aguinaldo realmente poderia levá-las e, assim, ficarei sem preocupações em casa por uns dias... Até que não é má ideia! Mas se essa Clarisse fizer algo com minhas filhas, eu acabo com ela!”.





— Está bem. Podem ir. Mas terão que me ligar todo dia! Aguinaldo leva e traz vocês e nada de bebidas alcoólicas, drogas e sexo! — Iolanda falou firmemente, olhando para todos.





Todos concordaram com a cabeça e continuaram a jantar.


 



Casa dos Vatore, em Forgotten Hollow.
Sexta-feira; 21 h.




Agnes, Caleb, Harrison, Lilith e Nicolas tinham retornado dois anos atrás. Hoje estavam comemorando a sua "formatura vampírica", pois tinham sido muito bem preparados e agora eram Mestres Vampiros.



Agnes, às vezes, tinha dúvidas sobre sua vida sobrenatural, então, de vez em quando ela se pegava pensando em beber a cura para aquela sua condição e voltar a ser uma simples Sim; no entanto, naquela noite, ela já tinha tomado sua decisão final sobre aquela questão.
Já Harrison e Nicolas, esses estavam muito felizes pelos seus novos poderes e sua nova força.




— Fico feliz por ter sido a mestre de vocês durante todos esses anos e, se caso queiram continuar a crescer, vocês podem se tornar Grandes Mestres também, como eu e Caleb. Vocês também têm capacidade para isso. — Disse Lilith, orgulhosa.
 — Se quiserem, eu posso apresentar um amigo que pode lhes oferecer essa "‘expansão’ do curso vampírico". — Caleb falou.
— Grandes Mestres?!! Nossa! Que legal! Eu quero sim, por favor! — Harrison se animou.
— Também quero! — Disse Nicolas, feliz.
— Eu não quero. Agradeço por tudo, mas não sei se essa vida é pra mim. Eu quero beber a cura vampírica. Como posso fazer para consegui-la? — Agnes perguntou, decidida a tornar-se humana novamente.




— Precisamos de alguns ingredientes e de alguém que saiba prepará-la. Posso perguntar a esse amigo que mencionei. — Respondeu Caleb.
Agnes concordou com a cabeça e todos decidiram que, no dia seguinte, iriam até a casa do tal amigo dos Vatore para lhe pedir treinamento.




Nicolas, durante uma conversa com o irmão e Agnes, lhes perguntou o que achavam de comemorar os títulos de Mestres Vampiros, recém-adquiridos em alguma boate de Oasis Springs. E os dois acharam a ideia ótima! Decidiram que, na noite do dia seguinte, sairiam juntos para celebrar seus novos poderes, bebendo e paquerando.






Casa da Katy.
Sábado; 8h.






Katy e Keyla estavam na garagem da casa se despedindo da mãe. Aguinaldo esperava-as perto do carro. As filhas abraçaram a mãe e Iolanda quase chorou (mas segurou suas lágrimas), pois era a primeira vez que ficaria longe das filhas. As gêmeas então entraram no carro e Aguinaldo as levou à casa da tia.




Algumas horas depois, as gêmeas e seu pai chegaram ao destino. Aguinaldo tinha enviado uma mensagem à Clarisse e ela estava esperando pelos três na porta de casa.
— É tão bom ver vocês, meus amores! —Disse Clarisse, chorosa.
— O mesmo digo eu! E como estão todos? E nossa academia? Cuidando bem dela? — Aguinaldo perguntou à irmã.
— Está crescendo cada vez mais. Colocamos uma esteira vertical que acho que você irá adorar!
— Já fiquei curioso! — Ele riu,entusiasmado.
— Mas, meninas, venham cá! Quero dar um abraço! Da última vez que as vi, eram pequeninas.
 As gêmeas abraçaram a tia. E, em seguida, todos entraram na casa de Clarisse e conversaram por um tempo.





Clarisse ofereceu um café ou refrigerante e todos aceitaram. Depois de alguns minutos, o celular de Aguinaldo tocou; ele olhou para a tela e era Iolanda perguntando o porquê dele estar demorando tanto. Ele respondeu dizendo que estava conversando com a irmã e que as filhas deles estavam bem.




Duas horas depois, Aguinaldo se despediu delas e voltou para casa.




Keyla pegou seu celular e começou a conversar com seu namorado: Matteo. Na noite anterior, ela o tinha avisado que passaria uns dias na casa da tia e lhe enviou o endereço daquele local. Ela o tinha conhecido em seu curso de Ciências há dois anos e, na época, não demorou muito para os dois se tornarem namorados. E mesmo Iolanda não gostando e não deixando a moça dormir fora, o namoro seguia firme. Assim, Matteo avisou à Keyla que estava por perto, pois passaria uns dias na casa de uns amigos dele que moravam nas redondezas de Oasis Springs. Keyla, ao ler a mensagem que o namorado mandou, deu um sorriso safado e pensou: "Finalmente ficaremos sozinhos sem minha mãe para atrapalhar!".




Clarisse avisou que os seus filhos não tinham chegado do estágio ainda e que, enquanto isso, elas poderiam assistir algo e fazer um lanche enquanto os esperavam. As gêmeas concordaram e as três ficaram assistindo um filme sobre cachorros e comendo pipocas quentinhas.




Mais tarde, Jonathan e Samuel finalmente chegaram. Cumprimentaram as primas e a mãe. Ficaram conversando por um bom tempo, até que Samuel sugeriu:
— Hey, girls! Vamos para uma boate ótima que tem por aqui em Oasis? Nós cuidamos de vocês!




Keyla não pensou duas vezes e concordou com a ideia. Katy estava com receio, mas sua irmã lhe olhou com um sorriso que ela não quis destruir.





Após a aprovação silenciosa de Katy, Keyla imediatamente enviou uma mensagem ao namorado, contando aonde iriam. Matteo ficou muito contente e tratou de avisar a seus amigos, que o tinham hospedado, e esses também ficaram muito interessados na ida à boate. Na troca de mensagens, Keyla lhe enviou o endereço e o horário para que todos pudessem se encontrar.






Boate Bagdá, em Oasis Springs.
Sábado; 21h.




Sentados no bar, Harrison, Agnes e Nicolas estavam conversando e bebendo juntos. Harry estava tão alegre e concentrado na conversa entre seu irmão e amiga sobre serem finalmente Mestres Vampiros, que o loiro nem percebeu que uma moça não parava, por nenhum momento, de olhá-lo.




Ela o desejava e pensava, decidida: “Pelo grande Lorde Straud! Quem é aquela maravilha que está ali? Ainda por cima é vampiro como eu! Nossa, ele é tão lindo que não é possível parar de olhá-lo!... Também sinto que ele tem grandes poderes!... Valeu a pena fingir que estou doente para meu pai e dar uma fugidinha para essa boate. Não imaginaria que vampiros viriam para cá. Pensei em me alimentar por aqui, mas quem pensa em plasma quando se tem aquela beldade na sua frente, não é mesmo? Ah, Coralina! É hoje que você conquista um vampiro forte o suficiente para fugir com ele e não ter de aturar mais os seus pais chatos!”.

Coralina estava decidida em relação a esse plano. Ela morava com os pais em Willow Creek, e que também eram vampiros, como ela. Seu pai era bem rigoroso e, mesmo ela sendo adulta, a tratava como se ainda fosse uma criancinha. Já sua mãe aceitava tudo o que seu pai dizia. Coralina era a legítima “filhinha do papai”.





Após aprender com os irmãos Vatore em como conseguir plasma sem usar de força ou intimidação, Nicolas tinha passado a gostar do sabor do líquido conseguido após usar a sedução e o consentimento. Ele também tinha aprendido a se controlar mais
Nicolas olhava a sua volta, “caçando” alguma moça da qual ele pudesse arrancar alguns beijos e, de quebra, se alimentar de plasma concedido facilmente. Enquanto observava o local, ele se deparou com a tal loira olhando em sua direção. Logo percebeu que ela secava Harry com os olhos. Sem perda de tempo, Nicolas deu um sorriso atrevido e avisou seu irmão:
— Ei, Cabeça de vento! Não percebe a maior gata que está ali te olhando? – Nicolas perguntou, sem entender como Harry não tinha percebido que alguém o estava olhando e, ainda por cima, sendo uma vampira e apontou discretamente para que seu irmão a visse – Não sentiu este cheirinho que só vampiros tem?




— Nossa! Eu não havia notado! É claro que eu senti o cheiro fresco de humanos e a fragrância de vampiros por aqui, mas não olhei de onde vinha o odor. Até que a mocinha ali é bem bonitinha. Vou lá me apresentar a ela. A garota tem aroma de vinho concentrado e forte.
Harrison tinha achado a moça atraente e, como estava ali na boate comemorando sua formatura, não viu mal nenhum em beijar algumas bocas.
— Se for forte demais para você, posso ir lá provar. – Nicolas não ia perder a chance de zoar o próprio irmão, mas Harrison nem lhe respondeu.




Agnes, sendo vampira, tinha a audição mais apurada do que humanos e podia ouvir os irmãos Belvedere. Ela balançou a cabeça e pensou: “Esses dois não têm jeito mesmo! Hahaha...”; e pediu ao bartender mais um taça de coquetel.




Harrison chegou até onde Coralina estava. Ela não parava de olhá-lo nem por um instante. Então ele sentiu um calafrio ao chegar perto dela, mas ignorou isso e se apresentou:
— Oi! Eu me chamo Harrison. E qual o seu nome?
— Me chamo Coralina. Então você é da minha espécie? Que maravilha! Não achava que vampiros frequentavam aqui.
— Pois é. Você está sozinha? Eu estou com meu irmão e amiga.
— Espero que sua amiga não seja sua namorada.
— Não mesmo. Ela é como se fosse uma irmã para mim.
—Sabe, Harrison, não gosto de perder tempo com conversas. Prefiro agir.




Harrison franziu um pouco a testa e apertou os olhos, sem entender, mas quando se deu conta, Coralina roubou-lhe um beijo. E ele então sentiu que havia algo errado, mas preferiu achar que estava imaginando coisas e acabou retribuindo a ação dela.




Passaram-se duas horas desde que os vampiros chegaram ali e eles ainda não pretendiam ir embora. Nicolas já havia beijado cinco mulheres diferentes: duas vampiras e três humanas. Sendo que duas quase brigaram por ele! E ver duas mulheres “lutando” por sua atenção o deixava muito satisfeito! Já Agnes observava ao redor quando um humano sentou-se ao seu lado.




— Oi, moça, está sozinha? – Perguntou o jovem desconhecido, olhando para Agnes com um olhar receoso.
— Oi... errr... Estou com meus amigos. – Agnes demorou alguns segundos para respondê-lo, pois tinha achado o  rapaz bonito, mas não o conhecia.
— Desculpe incomodar, mas é que a vi de longe e... e... – o jovem gaguejou, pois não sabia como se exprimir.
— “E...”? Pode falar. Não tenha medo. – Agnes o incentivou a continuar. Agnes também era tímida e reconheceu o mesmo sentimento no rapaz, além de ter sentido o cheiro de medo vindo dele.
— Seus cabelos são lindos e seus olhos, de perto são,... quero dizer, eu te achei bonita. Desculpe, estou sendo muito estranho e inconveniente – o rapaz tentava continuar, mas preferiu desistir.
Agnes achou interessante que outros, além dela, fossem tão tímidos, mas gostou daquele homem ter criado coragem de ir falar com ela e começar aquela paquera. A vampira percebeu que as intenções dele eram sinceras e que ele não era do tipo que se aproveitava de uma moça sozinha. E ela própria puxou conversa para ele se sentir mais à vontade.




O casal ficou conversando por um longo tempo, enquanto, perto dali, Harrison ainda estava com Coralina. Ele bem que tentou sair de perto dela para aproveitar outras coisas da boate, mas a garota era insistente e não o deixava sozinho nem por um instante sequer! Para sua sorte, vampiros não precisavam ir ao banheiro, senão Harrison já teria feito xixi nas calças.




Na entrada da mesma boate, as irmãs Kordelious acabavam de chegar. Elas estavam acompanhadas de Matteo (namorado de Keyla), Luciano e Sérgio (amigos de Matteo) e dos primos das gêmeas.




Katy engoliu em seco, pois nunca havia entrado em uma boate e sentia-se como se estivesse fazendo algo errado. Keyla, sentindo que a irmã esta sem coragem, olhou para ela e sorriu para lhe passar confiança. Katy sorriu de volta, respirou fundo e entrou na boate.



  
Por um instante, seu medo passou e Katy sentiu como se pudesse estar segura naquele lugar. Os amigos se sentaram em uma mesa e pediram alguns petiscos e bebidas a um garçom.




Ali perto, Harrison sentiu uma presença e cheiro que lhe pareceram familiares. Ele tentou procurar de onde esse aroma vinha, a quem pertencia, mas Coralina não parava, por um único momento, de conversar com ele e de ficar na sua frente. E o vampiro não queria ser grosseiro com a moça, apesar de ele estar começando a se irritar com ela.



— Coralina, quer parar de me segurar, por favor?! Nós apenas ficamos. Eu vou para perto do meu irmão que agora está sozinho com Agnes.
Harrison mal terminou de falar e Coralina ficou na sua frente, falando chorosa:




— Poxa, achei que estivesse rolando algo entre nós e que você me pediria em namoro!... — Ela se lamentou com ele.
— Sinto muito, mas pensou errado. Com licença. – Harrison conseguiu sair e foi até seu irmão.




Coralina o olhou, meio triste, e pensou, secando as lágrimas falsas: “Se você acha que vai apenas me beijar e me largar assim, está muito enganado, vampirinho! Beijou-me, agora terá a obrigação de me namorar! Nem que eu tenha que fazer meu pai te obrigar!”.




Quando Harrison se aproximou dele, Nicolas disse:
—Nossa, Harry! Ela não desgrudava de você, hein! Achei que eu tinha perdido meu irmão! Hahaha...
— Ela é meio estranha. Melhor eu não chegar mais perto dela... Ela achou que eu fosse pedi-la em namoro!
— HAHAHA! – Nicolas riu alto e algumas pessoas, à volta deles, o olharam.— Namorar? Tá louca né? Vai perder seu tempo só com uma se pode ter várias?!!


Harrison sorriu, mas logo ficou mais na dele. Ele não queria ficar sozinho para sempre, pois achava triste a ideia de viver tantos anos de solidão sendo um vampiro. Ele nunca havia namorado realmente, apenas ficava, pois tinha decidido que apenas teria um relacionamento sério com aquela que mexesse com seu coração. No entanto, ele estava cada vez mais certo de que esse dia nunca chegaria, já que nenhuma moça tinha mexido significativamente com ele.
Os três vampiros continuaram conversando, dançando e bebendo. 




Do outro lado da boate, os jovens humanos estavam conversando. Matteo e Keyla não paravam de beber de se beijar; os primos de Katy buscavam paqueras e os amigos de Matteo bebiam. Assim, Katy estava se sentindo sozinha.





— Keyla, vou fazer com que Luciano fique com Katy. O que acha? Com Sérgio, ela não tem chances, pois ele prefere rapazes. – Matteo disse a Keyla baixinho, no ouvido dela.
— Acho que seria bacana, mas sabe o que seria ainda mais bacana? Depois irmos a algum lugar reservado. Hihihi... – Keyla deu uma risadinha atrevida.
Matteo concordou e ambos se beijaram. Keyla inventou que queria ir ao banheiro e levou Katy junto.




Enquanto isso, Matteo falou com Luciano sobre a ideia de esse último ficar com Katy.
— Bah, cara, nem pensar. Ela não é meu tipo. Ela é do jeito “santinha”, toda “sem sal” e, pra mim, não rola. Desculpa.
— Tudo bem. Eu só queria ajudar a minha cunhadinha.
—Aliás, eu e o Sérgio já estamos indo. Ele pediu para eu avisar quando desse 23 horas. Valeu pela noite, cara!
— De boa! E valeu pela companhia!




Luciano foi até Sérgio e ambos se despediram dos amigos, indo embora em seguida. Os primos das gêmeas também foram junto com eles. Quando as duas irmãs voltaram do banheiro e viram que os rapazes não estavam mais por ali, Keyla perguntou ao namorado:




— Cadê o povo?
— Foram embora. Disseram que já eram 23 horas e que precisavam ir, mas não me explicaram o motivo.
— Então o plano da ficada não deu certo... Pobre Katy!...
— Relaxa, gata. A noite é uma criança, ela é adulta e temos algumas coisas pendentes. Lembra do que você me propôs mais cedo?




Keyla chegou perto do namorado e ambos pediram mais bebidas e passaram a namorar mais. 
E depois de alguns minutos, vendo os dois bem altinhos de tanto beber, Katy percebeu que estava sobrando ali, e foi até o bar para pedir umas batatinhas e algum refri, sentando-se em uma das banquetas e olhando seu celular. E foi assim que Katy nem percebeu a presença de um rapaz que chegou perto dela. Ela apenas notou a existência dele quando o sujeito disse:




— Ei, gata! Você é bem gostosinha, hein! Que tal vir aqui me beijar? – Ele falou de uma maneira nada agradável.
Katy o ignorou, mas o cara continuou insistindo:
— Ah, vai se fazer de difícil? Eu gosto assim! Vem aqui, gostosa, que eu vou te beijar!




— Me deixa em paz, cara! – Katy estava com vergonha daquela situação.
— Olha aqui, vadia, ninguém me rejeita!  Vou te pegar nem que seja à força!
 As pessoas ao redor não conseguiam escutar a situação devido ao som alto da música. No entanto, quando o homem tentou agarrar Katy pelos braços, alguém se aproximou, em uma velocidade sobre-humana, impedindo-o.




— Você não está ouvindo o “NÃO” da moça? Hein, seu verme?!!—Harrison disse, com sangue nos olhos.




— Sai daqui, almofadinha!!! Vai catar uma vadia pra você que essa é minha!!!




Harrison ficou tão furioso com as palavras daquele embuste que acabou mostrando sua forma vampírica: seus olhos ficaram vermelhos, as veias escuras de seu rosto apareceram e suas presas ficaram à mostra. Ele, descontrolado, quase bebeu do plasma daquele sujeito, mas Nicolas o impediu.




— Irmão! Se acalme! Você está mostrando sua forma vampírica! Vão perceber que somos vampiros! Pode haver caçadores aqui! E fora que podemos assustar os humanos! — Nicolas falou somente para que ele pudesse ouvi-lo.




Harrison finalmente se controlou; e seus olhos, que antes estavam vermelhos, tornaram-se azuis acinzentados novamente.




Ele olhou para Katy e tentou falar com ela, mas Nicolas e Agnes o puxaram para fora da boate.




Keyla e Matteo foram correndo até Katy, que estava em choque. Os funcionários do bar perguntaram à moça se ela estava bem, mas Keyla disse que iria levá-la para casa.
—Katy, sinto muito! Ele te fez algo? — Keyla perguntou, preocupada com a irmã.
— Não... Graças àquele moço loiro. Ele me ajudou. Eu não consegui agradecê-lo. Preciso ir até a rua para ver se o alcanço!




Katy correu até a rua, mas não o encontrou.




Keyla e Matteo chegaram até ela e os três foram embora. O homem que tentou agarrar Katy já tinha sido levado pelos policiais.





Mansão Vatore, em Forgotten Hollow.
À meia-noite.


Depois que chegaram, e já arrumados para descansar da noite turbulenta que deixou todos nervosos, Nicolas e Agnes foram até Harrison e a ruiva perguntou ao loiro:




— Harry, meu anjo, o que foi que aconteceu com você? Eu nunca te vi com tanta raiva! Por um momento, achei que fosse o Nicolas! Hahaha...
— Engraçadinha ela! Olha aqui, Harry, vamos deixar isso só entre nós três aqui! Eu acho melhor não contar pra mais ninguém que você ficou todo doido pra proteger uma humana! Logo uma humana, Harry!




Harrison ficou chateado, mas se controlou. Não queria que soubessem sobre Katy e, por isso, ele acabou concordando com o irmão e a ruiva. Quando os dois foram dormir, Harrison sorriu enquanto pensou: “Ela está adulta e tão linda! Então aquele perfume e a presença que senti eram dela! Poxa, Katy! Me sinto embriagado por você...






Casa da tia Clarisse.
01h30min.



Matteo e as gêmeas foram para casa de táxi. 




Após o banho, Matteo caiu “morto” no sofá da sala. Keyla e Katy foram para o quarto onde estavam alojadas e começaram a conversar.




— Katy, eu sinto muito por hoje. – Keyla disse.
— Você não teve culpa de nada! – Katy a confortou.
— Como não? Se eu não tivesse insistido em te levar lá, aquele tarado não teria tentado algo.




— Eu não consigo parar de pensar naquele loiro, Keyla! Ele me salvou! Eu preciso agradecer a ele.
— Tomara que algum dia você torne a vê-lo, mas você sabe que é meio impossível, né?





Katy concordou com a cabeça, desanimada. Ela sentia que o conhecia de algum lugar, que já o tinha visto antes. Mas de onde?




Continua...



Revisão por Sally Winter

Agradecimentos:
A você leitor por estar aqui acompanhando esta história!

Lote utilizado neste capítulo:
Casa da família Kordelious
“MAPLEVIEW” do ID “Melcstro”.